Início PIAUÍ Incêndios já devastam 50% de reservas federais no Piauí
Incêndios já devastam 50% de reservas federais no Piauí

Incêndios já devastam 50% de reservas federais no Piauí

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O Piauí está perdendo uma grande parte das reservas federais por conta dos incêndios. O alerta vem da gerência regional do Instituto Chico Mendes, que gerencia os parques em todo o país. Em alguns locais, o fogo consumiu 50% dos parques onde não pegavam fogo há 50 anos e, no sul do Piauí, as chamas estão deixando um cenário de devastação e deserto.

De acordo com o superintendente regional do instituto Chico Mendes no Piauí, Daniel Castro, três reservas no Piauí estão sofrendo com incêndios: a Estação Ecológica de Uruçuí-Uma, em Uruçuí; o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, na divisa dos estados do Piauí, do Maranhão, da Bahia e do Tocantins; e na reserva Floresta Nacional dos Palmares, em Altos. A última já perdeu 50% para as chamas, que iniciaram no dia 28 de agosto, e o cenário é de desolação.

Segundo Castro, na Estação de Uruçuí-Uma, o fogo já consumiu boa parte do parque, que tem 135.120,46 hectares e concentra uma vasta fauna e flora dos cerrados. No local, foram registrados focos de calor intensos e cerca de 12 brigadistas estão em campo tentando controlar o fogo.

No Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, o maior do Piauí, com uma extensão de 729.813,551 hectares, estão sendo registrados vários focos no interior e hoje conta com um efetivo de 24 brigadistas tentando controlar o fogo, que já consumiu cerca de 20% do parque. “É um incêndio generalizado, mas está abaixo do que aconteceu nos anos anteriores. O problema é que temos uma brigada insuficiente para cobrir quase 750 mil hectares”, destaca o diretor do parque, Janeil Lustosa, acrescentando que a dificuldade em alguns pontos é por conta do acesso e a distância. “São vários focos ao mesmo tempo”, diz.

Já na Floresta Nacional dos Palmares, a menor reserva piauiense, localizada na BR-343, em Altos, o cenário é de devastação por conta de um incêndio que iniciou no dia 28 de agosto e, depois de ressurgir várias vezes, acabou saindo de controle com um grande prejuízo. “Foi um estrago maior na vegetação. Estava com muito tempo que não havia sido queimada. Mais de 50 anos sem incêndio e podemos dizer que já era área de mata semi-nativa”, destaca o gestor da reserva, Gaspar Alencar.

Fonte: Diego Iglesias/cidadeverde.com

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