Início MUNDO Votação na Venezuela é marcada por guerra de informação entre governo e oposição
Votação na Venezuela é marcada por guerra de informação entre governo e oposição

Votação na Venezuela é marcada por guerra de informação entre governo e oposição

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A votação da Assembleia Nacional Constituinte, na Venezuela, neste domingo (30), foi marcada por uma guerra de informações sobre o grau de participação do eleitorado convocado pelo presidente Nicolas Maduro, o tamanho dos protestos realizados pela oposição e número de mortos e feridos de ambos lados.

A eleição dos constituintes, encarregados de reescrever as regras do pais, começou as 7h (horário de Brasília) e deveria ter durado doze horas. Mas às 19h (horário de Brasília) foi adiada por uma hora porque, segundo as autoridades eleitorais, ainda havia eleitores na fila para votar.

A oposição boicotou o processo, que considera “uma fraude” e não apresentou candidatos, nem votou. Mas desafiou o governo, que proibiu manifestações de rua ate segunda-feira (31) e foi reprimida. Desde cedo, os opositores denunciavam o suposto plano governista para manipular os dados.

O presidente do Parlamento (de maioria opositora), Júlio Borges, disse que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) iria ampliar o prazo de votação, na tentativa de mostrar uma grande participação do eleitorado. E que já tinha pronto um boletim anunciando que 8,5 milhões de eleitores tinham ido às urnas, quando o número verdadeiro não passava de três milhões.

Às 19h (horário de Brasília), a presidente do CNE, Tibisay Ramirez, de fato anunciou a extensão do prazo de votação, devido às grandes filas. Mas disse que os resultados, antecipados por alguns, deveriam ser ignorados, já que os números oficiais só seriam anunciados três horas depois do fechamento da última urna.

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