Início OPINIÃO RADAR FLORIANO: “Floriano: uma cidade que padece no medo”
RADAR FLORIANO: “Floriano: uma cidade que padece no medo”

RADAR FLORIANO: “Floriano: uma cidade que padece no medo”

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Vivemos tempos de caos. E não me refiro aquele tipo de caos que vem e passa como uma tempestade de verão. Estamos falando da maior das precariedades da nossa cidade: segurança (ou falta dela). Como dar rosto as vítimas?

As promessas políticas da campanha eleitoral de 2014 no reforço da segurança em Floriano se viu emersa em burocracia e mais uma vez decepcionou os cidadãos. Com empenho e diga-se de passagem um desespero coletivo da população, foi mandada a Força Nacional de Segurança. Nos idos de 2015, eram tempos turbulentos.

Esse foi um ano caótico para os florianenses. Assalto a mão armada, sequestro relâmpago, tiroteios, roubos e invasões quase que diárias. Me recordo de um assalto no polo das universidades (entre a UFPI e UESPI) em que um pedestre (estudante) foi abordado, assaltado e para um toque final de crueldade, os assaltantes atiraram nas suas pernas para que não pudesse reagir. Como eu soube? Estava em frente a UESPI quando os assaltantes passaram atirando para o alto como cena de faroeste e numa tentativa clara de intimidar a plateia que assistia atônita.

Com algum esforço, as rotineiras práticas de roubo, latrocínio e homicídio diminuíram, mas a paz durou muito tempo. O assalto se tornou uma banalidade. Vez ou outra alguém comenta que foi assaltado e que nem procura mais a policia para registrar o boletim de ocorrência, a única certeza ali, seria virar estatística.

Chegamos a 2016 e mais uma vez promessas! O atual secretário de segurança, Fábio Abreu, anunciou em maio grandes investimentos na Princesinha, mas tudo tem engatinhado. A polícia de Floriano precisa de reforços e poderia ser melhor assistida pelo Estado. Os bravos policiais tem de ser capacitados para determinadas situações que antes eram esporádicas, estruturados e principalmente valorizados. Nossas prioridades precisam ser revistas.

A exemplo no passado, 2016 parece não estar a contento para a segurança da nossa cidade. Latrocínios, tiroteio a luz do dia e queima de arquivo estão mais pra filmes de ficção, mas infelizmente é o que temos no PI/TV. A cidade padece no medo e o grito de socorro parece está abafado por uma parede de negociações e burocracia.

Nos últimos meses Floriano se viu sitiada. As pessoas estão com medo de sair de sua casa, de deixar suas motos e carros estacionados nas ruas. O ex-prefeito e atual vereador Manoel Simplicio (PV) foi alvo de tiros em plena luz do dia.

O que os governantes podem fazer para coibir tais atos? Como nós, sociedade, podemos cobrar a garantia de nosso direito básico de ir e vir? Como e a quem recorrer caso sejamos vitimas já que o sistema não está dando legitimidade e autonomia a nossa polícia?

Eu sei que precisamos elencar prioridades. E tenho certeza, que nossa prioridade é a vida!

*Allan Aquino é produtor cultural, militante político ligado ao movimento LGBT, social e estudantil. Nascido em Água Branca é apaixonado por Floriano. Formado em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí tem como área de interesse geopolítica. Aquino escreve sobre política, atualidades e cultura todas as quartas-feiras.

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