Início OPINIÃO RADAR FLORIANO: Um mar de promessas não cumpridas
RADAR FLORIANO: Um mar de promessas não cumpridas

RADAR FLORIANO: Um mar de promessas não cumpridas

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Floriano, a Princesa do Sul, já esteve no hall das cidades mais prósperas do Estado. Por anos segurou firme o título de 5° maior cidade do Piauí, mas com o passar do tempo e altos investimentos em outras cidades, ficamos para trás. Do comércio forte, herança daqueles que nos ajudaram no desenvolvimento econômico no início do século, hoje restam apenas as marcas no centro da cidade: casarões e antigos estabelecimentos (em sua maioria depredados pelo tempo ou por falta de cuidados).

Hoje quem sustenta a economia de Floriano são as instituições governamentais: Prefeitura e Estado. Deles vem grande parte dos salários que aquecem o terceiro setor. Em um ano eleitoral, presenciamos a guerra pelo poder que tomou conta da nossa cidade até outubro. Indiscutivelmente, uma das campanhas mais acirradas desde 2004 (Joel x Nelson Junior). Mas pelo que lutavam? O que uma prefeitura municipal tem que tantos querem?

Nesse momento, a única coisa que o eleito vai receber é uma prefeitura fragilizada e doente. Não estou dizendo que o atual prefeito Gilberto Junior não fez nada (na verdade estou), mas não deixou um legado para ser visto. Rodoviária? Já estava em tempos de ser concluída quando ele assumiu a função (falava-se a boca miúda que o Estado e um certo deputado estavam segurando os recursos da obra pra ser a “grande propaganda” de sua gestão – Na época o prefeito Joel, fez de tudo por esses recursos, mas Wilson Martins segurou firme) e foi, meses após assumir, rodoviária inaugurada.

Mas não foi só isso… Avenida Beira Rio? Esforços coletivos e a frente deles: Silas Freire. Outras obras? Sim! A Praça da Juventude, com recursos garantidos na conta (deixadas pelo ex-prefeito) e nunca foi finalizada (culpa-se a CAIXA)…

Usina do Leite? Máquina comprada, mas cadê o prédio?  Policlínica? Não vi um reboco colocado que não tenha vindo ao chão. UPA? não podemos nem falar, quatro anos se passaram e o sonho de todos os florianenses adiado. Shopping do Camelô está lindo, né? Eu também acho, um auditório maravilhoso e um estacionamento para ser o ponto das Van´s muito bonito. Foi inaugurado? Sim! Cadê a funcionalidade? Dia desses até com a energia cortada estava, não só lá, mas como de todas as quadras do município (e estas ficam em praças). Cadê a promessa de campanha de revitalização do Mercado Central? De investimentos maciços na cultura e esporte do povo. Em obras grandiosas?

Em meio a tanta crise a PMF pode sair isenta de passar quatro anos de uma gestão e não ter uma obra pra chamar de sua? Um projeto sequer deixado como história? Uma melhoria significativa pra população? Cadê a força e a voz das 16.159 pessoas que confiaram nas pessoas que ocupam as cadeiras do executivo?

Fiz uma pergunta no começo no texto, sobre qual a necessidade das pessoas se candidatarem, fica obvio responder e já deixei em entrelinhas: Querem deixar sua marca, seu legado e sua história. Infelizmente, nesses quatro anos, o tempo apenas passou.

Aos que entram deixo um pedido: Façam o que prometeram, cumpram, tentem, corram atrás ou serão ofuscados. Aos que saem, sorte e que no futuro trabalhem PARA o povo e PELO povo. O funcionalismo público é um serviço como qualquer outro, a diferença é que a cidade é o que seu gestor quer.

*Allan Aquino é produtor cultural, militante político ligado ao movimento LGBT, social e estudantil. Nascido em Água Branca é apaixonado por Floriano. Formado em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí tem como área de interesse geopolítica. Aquino escreve sobre política, atualidades e cultura todas as quartas-feiras.

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