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Pacientes psiquiátricos conhecem pela primeira vez o mar

Pacientes psiquiátricos conhecem pela primeira vez o mar

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Sol, mar, peixe assado e muitos mergulhos, esse foi o final de semana de 12 pacientes do Hospital Psiquiátrico Areolino de Abreu em Luís Correia. Com longo tempo de internação, por motivos sociais diversos, os pacientes puderam conhecer e desfrutar do litoral piauiense por meio de iniciativa da diretoria técnico assistencial e servidores do hospital, com apoio da direção geral.

A médica psiquiatra, Krieger Oliveira, idealizadora da viagem, explica que mudar o ambiente contribui muito para o tratamento e melhora psíquica desses pacientes, principalmente para eles que residem no Hospital por falta de vínculos familiares. Além disso, o momento de interação deles com o mar foi maravilhoso, apenas dois conheceram o mar quando criança, mas  maioria deles não tinha tido nenhum contato com o litoral. “Alguns contemplaram de longe outros correram e entraram no mar, sentiram o gosto da salgada, outros ficaram parados olhando o horizonte e muitos manifestaram a emoção desse contato pela primeira vez com a beleza do mar e o barulho das ondas”, completa a psiquiatra.

O Areolino de Abreu desenvolve a rotina de atividades intra e extra-hospitalares, com isso os profissionais  têm condições de avaliar como os pacientes se comportam e como reagem diante da sociedade. Com acompanhamento, eles passeiam por pontos turísticos da cidade, sítios, parques, shoppings, cinema e museus.  “Esse contato com a comunidade é importante porque o nosso tratamento visa exatamente essa reinserção na sociedade”, comenta Krieger Olinda.

Em datas comemorativas, o Hospital também realiza festas de confraternização, nas quais os pacientes produzem presentes nas oficinas de terapia ocupacional, como produtos da horta cultivada por eles, pintura de tecido e produção de peças de materiais recicláveis que são inclusive vendidos fora do Hospital. O tratamento desenvolvido no Hospital vai desde a terapia ocupacional, atividade física, acompanhamento psicológico, medicamentoso e realização dessas atividades fora do hospital.

Foi um momento único para pacientes e técnicos que estiveram juntos para sentir a boa energia da natureza que nos fez iguais e livres para sermos irmãos e amarmos nosso próximo como a nós mesmos” Conta o diretor geral, Ralph Webster. Os pacientes também participaram de atividades culturais na praça de Parnaíba.

A ação só foi possível graças a uma parceria entre Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria de Estado das Cidades que disponibilizou o transporte para toda a equipe e pacientes.

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