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OPINIÃO: Floriano Clube: passado, presente e futuro

OPINIÃO: Floriano Clube: passado, presente e futuro

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“A cidade não conta o seu passado, ela o contém como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimões das escadas, nas antenas dos para-raios, nos mastros das bandeiras, cada segmento riscado por arranhões, serradelas, entalhes, esfoladuras”, já dizia Ítalo Calvino, um dos escritores mais importantes do século XX.

No próximo dia 6, em decorrência das comemorações de aniversário da cidade, será (re) inaugurado o Floriano Clube. Fundado em 1939, foi símbolo de riqueza e requinte, numa Floriano que despontava como a Princesa do Sul, período em que a cidade viveu grandes transformações econômicas, infra estruturais e culturais. Infelizmente ou felizmente, a iniciativa de restaurar e transformá-lo num lugar ativo novamente como um Centro Comunitário Social partiu de um grupo de empresários florianenses, liderados por Theodoro Sobral, através da Fundação Floriano Clube.

Com recursos próprios, por meio de renúncia fiscal e doações, restauraram não só Clube, como a pavimentação da extensão da Rua São Pedro, que outrora foi a mais importante rua de comércio da cidade. Este prédio é um patrimônio cultural de nossa cidade, e como tal, deve ser preservado. Se não por iniciativa do poder público, que seja por belas atitudes como esta.

Não se trata de um prédio qualquer, esse prédio com tantos outros que também deveriam ser preservados, carrega uma herança cultural que pode fornecer significativas informações acerca da história desta cidade e de sua sociedade. Por ter esse papel, é fundamental na formação da identidade de Floriano e na manutenção da memória, promovendo assim uma ligação entre os seus moradores e as suas raízes. Preservá-lo então, pode ser uma medida eficaz para garantir que nossa sociedade e as futuras gerações tenham a oportunidade de conhecer sua própria história.

É claro que o Floriano Clube que será (re) inaugurado, não será o mesmo de seus tempos áureos, assim como não temos mais a mesma Floriano das décadas 30, 40 e 50. Será um novo clube em uma nova cidade. Mas enquanto ele materialmente existir, existirá na história e na memória da cidade, a Floriano de outrora.

*Natural de Floriano-PI, Irisneide Máximo é graduada em Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI e Mestranda em História do Brasil na Universidade Federal do Piauí -UFPI.

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