Início OPINIÃO Monalysa Alcântara sepulta, de vez, a Síndrome de Patinho Feio do piauiense
Monalysa Alcântara sepulta, de vez, a Síndrome de Patinho Feio do piauiense

Monalysa Alcântara sepulta, de vez, a Síndrome de Patinho Feio do piauiense

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Por mais que os “haters” tentem destituí-la, Monalysa Alcântara entra para história como a Miss Brasil mais brasileira de todos os tempos. Ela é do povo, emponderada, segura de si, inteligente e sabe o que quer. O que essa moça de apenas 18 anos tem em comum com a maioria dos piauienses que um dia alcançaram seu lugar ao sol? Ela não deixou que os estigmas atrapalhassem sua jornada e hoje colhe a primeira leva de uma safra que promete durar décadas. Ser a terceira Miss Brasil negra em toda a história do concurso pode até representar para a mídia nacional, o maior feito da carreira dessa menina, mas para nós, piauienses, Monalysa é a oportunidade que faltava para sepultar de vez a Síndrome de Patinho Feio da nação.

Os padrões de beleza mudaram e o Piauí também mudou, mas quando uma mentira é contada várias vezes ela se torna verdade e foi isso que aconteceu com a autoestima de nosso povo. Por anos, o Piauí foi retratado com patinho feio da federação, aquele que tem potencial, mas nunca será um Ceará da vida. Afinal, eles tem os melhores humoristas, economia forte, cultura incentivada e uma capital na praia. Isso é o que dizem, mas e nós, o que temos?

Temos Sol da melhor qualidade que abastece a maior usina eólica do mundo, a melhor terra que produz toneladas de safras recordes de grãos, humoristas do naipe de Windersson Nunes (o maior youtuber do planeta), hoje não figuramos mais na lanterninha da economia, apesar de um longo caminho pela frente e a miséria do sertanejo tem sido amenizada (mas está longe de ser a ideal). Aquela seca de rachar o solo ainda existe, mas hoje o homem do campo não precisa mais fugir para a cidade grande. Nós melhoramos, pode acreditar!

Melhoramos e temos orgulho de ser quem somos. Não somos mais aquele aluno no fundo da sala, somos os concurseiros que disputam vagas nos maiores certames do país. Tem um ditado que diz: “Quer passar em um concurso? Mate um piauiense”. Mas pra cada um que eliminam, nascem mais dez com QI tão elevado quanto. É uma terra abençoada por natureza.

E quando uma jovem, negra, mulher e piauiense vence um concurso de beleza, ela não está representando somente a vitória da sertaneja nordestina que é vítima de preconceito por conta de suas origens. Monalysa representa algo maior que isso. Ela é a prova de que a beleza do piauiense (homens e mulheres) está em suas origens, batalhas pessoais e sociais e superação de limites em uma luta de diária para deixar pra trás o sentimento de “coitadismo” que por muito tempo foi nosso discurso.

Somos mais fortes. E esse é um caminho sem volta. Como todos os nossos defeitos, como diria Vanusa, nós conseguimos direitos e vamos seguindo sem não cobrar dessa vida, nem rumos e nem decisões!

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